sexta-feira, 17 de junho de 2011

NOTICIANDO!!!

Aos nossos leitores, uma semana cheia de alegrias. E vamos aos comentários:

TIAGO DE MELLO
Excelente a entrevista do escritor Tiago de Mello concedida ao SBT Rondônia. Além de enfatizar muitos porquês sobre o fracasso da leitura na terra do futebol e do carnaval, Tiago também não deixou de considerar a responsabilidade dos professores neste processo de derrocada da leitura. Dentre outras coisas, deixou claro que para ensinar a ler é preciso saber ler e ter pela leitura apreço considerável, o que não parece ser o caso de milhares de professores espalhados pelo Brasil.
Sem dúvida, o poeta e diplomata reconhece que, em termos de cultura brasileira, o brasileiro está à deriva, uma por omissão da escola, outra por falta de determinação política.


FERA FERIDA
Estranho como não temos referências sobre a questão da leitura no Brasil. Quase nada é publicado em termos de pesquisa sobre a condição atual do brasileiro em relação ao domínio da leitura, a incidência ou até mesmo ranques das obras mais lidas. Este é um assunto relegado ao ostracismo, bem diferente do tratamento dado às telenovelas que ocupam um espaço tridimensional na mídia. Diuturnamente, em quase todos os segmentos de informações, vê-se notas, comentários, resumos e indicações sobre capítulos das telenovelas. Será que a leitura foi defitivamente sepultada da convivência social?

ADOLESCÊNCIA PAGÃ
Alguns leitores deste blog solicitam que se inicie uma coluna especial para discutir a atual situação da adolescência no Brasil. Alegam eles (os leitores) que está insustentável a realidade das relações entre pais, professores, alunos adolescentes e demais servidores das escolas. Mais assustadora parece ser a inércia social diante do quadro que se instalou no contexto social brasileiro onde o crime, a falta de perspectivas e a inundação de apologismos ao uso de drogas lícitas e ilícitas, ao sexo indiscriminado, ao consumismo irresponsável, tomaram conta da geração Y.
Inusitadas também são as alternativas que a educação vem adotando como forma de mediação dos conflitos advindos de todo este cenário.
Estamos pensando no assunto.


AVA - AMBIENTE VIRTUAL DE APRENDIZAGEM
O site http://www.portaleducacao.com.br/ promoveu palestra grátis sobre Ambiente Virtual de Aprendizagem, na qual foram dispostas todas as formas disponíveis para aprendizagem em ambientes virtuais. Vale ressaltar que este é um campo que vem se expandindo assustadoramente no Brasil e no mundo. Já existem inúmeras plataformas nas quais se pode ensinar ou aprender virtualmente, como é o caso da http://www.buzzero.com/, http://www.learncafe.com/ e http://www.curso24horas.com.br/ que atuam com muito sucesso na internet.

segunda-feira, 13 de junho de 2011

DESCONTRARINDO ?!

"Se você entendeu o quê o Palocci disse é porque você não estava prestando atenção"

quinta-feira, 9 de junho de 2011

NOTICIANDO !

Vamos às notícias da semana:

Celeumas sem fim..
Continuam por todo o Brasil, as celeumas em torno do Livro "Por uma vida melhor", e do Kit Gay. Os casos já deram cria, além de irem parar nos órgãos de controle externo da União, ou seja: nada será feito e tudo, como disse o poeta, "resultará inútil.
Mas, alguns leitores solicitaram alguma referência sobre o livro problemático. Para atendê-los, postei abaixo uma reportagem veiculada no Caderno 2, do Jornal O Estadão, de 22.05.2011. Ressalto que a contribuição da reportagem foi feita pela acadêmica, leitora e amiga Elizângela Ferreira, do curso de Pedagogia, da Faculdade Metropolitana de Porto Velho, a quem gentilmente agradecemos.


Deu no José Simão: Classificado! 
"ALUGO-ME PARA O DIA DOS NAMORADOS. DOU BEIJO NA BOCA, TIRO FOTOS E DIGO "EU TE AMO" !"
Quer mais? Crise e criatividade juntos.





Silêncio estranho...
Temos notado um silêncio incômodo por parte dos sindicatos dos profissionais que atuam na área da educação acerca das polêmicas atuais que mobilizam o atual cenário político-educacional. Não constatei uma nota sequer de algum sindicato sobre a fala da professora Amanda Gurgel, nada revelado sobre as polêmicas do livro "Por uma vida melhor", nem sobre o Kit Gay. Os sindicatos, que normalmente polemizam muito sobre questões relacionadas à qualidade da educação, estão silentes, reticentes, anônimos. Para dizer melhor coniventes. Será?

sexta-feira, 3 de junho de 2011

DESCONTARINDO !!!

Cansado do chefe?? Estressado?? Calma! Não é só você. Se a angústia tomar conta de você, faça como o nosso amigo abaixo:

sábado, 28 de maio de 2011

LIVRO E INTERAÇÃO.

Está sendo um sucesso imprevisto o lançamento do E-Book Interativo "Como Interpretar Textos?" de Famir Apontes.  Anos de experiência, dinamismo, linguagem acessível e conteúdo instrumental deram a este novo e-book um alto rank de vendas logo nos primeiros dias de lançamento.
Professores, estudantes, profissionais liberais e outros interessados em mecanismos de leitura e interpretação de textos garantiram a aquisição de uma obra simples,  mas de um valor utilitário enorme. 

Em formato digital, o livro proporciona a liberdade de interação com o autor, por meio dos links dispostos em suas páginas finais. Esta foi uma forma de dar ao conteúdo uma credibilidade técnica, uma vez que os leitores podem questionar interativamente o autor.
A idéia de um livro digital interativo foi muito bem aceita pelos leitores deste blog, bem como pelos demais leitores que apreciaram a possibilidade de dirimir suas dúvidas sobre o conteúdo, no tempo que lhe for conveniente, pois a obra não apresenta prazo de validade, e, enquanto perdurarem dúvidas, os instrumentos de interação estarão disponíveis.
Começa, a partir desta obra, a era da leitura aberta e interativista, na qual a obra continuará em construção pelo tempo que o leitor determinar.
Outro fator preponderante para a escolha da interatividade para este e-book, pautou-se na necessidade das atividades nele contidas. Todas as atividades deixaram de apresentar as sugestões de respostas, para que elas sejam discutidas diretamente com o autor, se assim o leitor achar conveniente.
Autor e leitor unidos pela interatividade. A  leitura criando laços entre mundos distantes e ao mesmo tempo tão próximos.
Para participar deste novo universo de leitura, o leitor pode adquirir este e-book clicando: Um novo mundo para leitura.

quinta-feira, 26 de maio de 2011

PAINEL LEITURA IV

Como Japão e Estados Unidos conduzem seus programas de leitura.

Nos últimos painéis de leitura, abordamos algumas questões relativas aos problemas que envolvem o cenário do mundo da leitura. Hoje, pretendemos colocar informações acerca da leitura pelo mundo, especificamente no Japão e Estados Unidos.
As informações colocadas aqui são parte de experiências obtidas em programas de intercâmbio profissional, durante os anos de 1997 a 2005. Certamente, muitos aspectos já devem estar redimensionados. De qualquer forma, estes relatos servem de parâmetros para um entendimento dos paradigmas oficiais de condução da leitura nesses países.

NO JAPÃO.
A educação japonesa é uma das mais sistemáticas do mundo. Centrada em princípios de tradições milenares, a escola é a instituição mais respeitada no âmbito social. Os professores são os profissionais mais bem valorizados, tanto socialmente, como financeiramente, no país.
Por outro lado, a educação no japão é fortemente centralizadora. O órgão responsável pela articulação do sistema mantém absoluto controle sobre todos os aspectos de funcionamento operacional e logístico da educação. Os professores são civil e crimenalmente responsáveis pelos alunos e a escola tem sobre si a incumbência de tornar a ciência  e o desenvolvimento social equitativos.
No japão, a socieadade não está bem enquanto o indivíduo não estiver bem.
O espírito coletivo sobrepõe-se ao individual.
Neste sentido, as escolas planejam e executam atividades com ênfase no coletivo. Os programas de leituras também obedecem a esta diretriz. A leitura, no Japão, é promovida como atividade principal da escola e permeia todas as outras atividades. Os ambientes são totalmente voltados para a prática de leitura. Os estímulos estão por toda parte e intentam mobilizar todas as capacidades cognitivas do estudante. Todas as escolas e em toda a escola, a leitura deve ser propiciada à interação.

O grande êxito do programa de leitura do Japão reside no fato de tornar a escola a agência oficial de fomentação e desenvolvimento da leitura. A sociedade japonesa entende, com clareza, que o conhecimento está armazenado em ideogramas (sistema de escrita japonesa). Além disso, reconhece que o domínio da leitura demanda o trabalho de uma instituição própria para isto, com bases sólidas, condições estruturais, respeitabilidade social e natureza coletiva.
A escola no Japão propõe exclusivamente a este papel. Não cabe a ela assumir responsabilidades de dirimir mazelas sociais ou co-operar programas do âmbito de outras áreas sociais como a segurança pública, ou a assistência social.
O papel do professor é estar voltado com prioridade ao ensino e, na mais remota das hipóteses, assumirá funções afetas à orientação moral, cujo papel é, secularmente da família.
A leitura, neste cenário, não é tratada apenas como uma atividade a mais da escola. Ela é a atividade da escola. Os alunos nutrem a consciência de que a sua responsabilidade incide, em primeiro lugar, na manutenção dos preceitos morais adquiridos com a família e exigidos pela sociedade e, em segundo, que o domínio da leitura é tarefa indiscutível, na sua formação escolar.

ESTADOS UNIDOS   
As informações que ora apresentaremos sobre os Estados Unidos datam de 2005, quando George Bush assumiu o seu segundo mandato. Nesta época os Estados Unidos promoviam uma série de programas para a implantação de uma nova LDB, baseada na política do "No child left behind" (nenhuma criança deixada para trás).
O complexo sistema político dos Estados Unidos deve ser considerado no entendimento do compartilhamento sistêmico da educação norte-americana. Ao mesmo tempo em que existem normas federais, existem normas estaduais com as quais elas devem co-existir. Não uma sobreposta à outra. Mas uma e outra na mesma dimensão administrativa.
Em alguns estados norte-americanos, existe a figura de órgãos como conselhos escolares regionais com a competência até de contratar e demitir professores.
No plano pedagógico, o governo federal exige que haja equidade de resultados entre as escolas, desconsiderando qualquer diferença estrutural, logistica ou regional. As escolas devem responder para a sociedade de forma uníssona.
Mas, naquela época muitos empecilhos impediam que os desejos governamentais se concretizassem. A existência de escolas próprias para migrantes latinos, o gande fluxo migratório, a instabilidade econômica, a miscelânia cultural e as dificuldades sociais invadindo as escolas eram os principais deafios a serem vencidos para a consecução das metas governamentais.
Coloque-se, aí, como um dos problemas pedagógicos o baixo nível de domínio da leitura entre os estudantes estadunidenses.
Uma das estratégia adotadas na época foi a adoção, em alguns estados, da hora da leitura. Consistia em todas as escolas desenvolverem uma hora de leitura no início do turno escolar, em toda a escola e em qualquer disciplina.
Tal como o Japão, os norte-americanos dão à leitura papel de destaque no cenário social e educacional. É comum ver ex-presidentes manterem, às expensas de fundações, bibliotecas em seus estados de origem. Um dos exemplos é o presidente Bill Clinton que mantém uma biblioteca agregada a centro de estudos sociais em Little Rock - Arcansas, seu estado natal.
Esta consciência de aproximação com a leitura direciona a ambientação das salas de aula, laboratórios e outros ambientes escolares, de forma a criar estímulos para os estudantes interagirem com a leitura.
Além disso, um forte arsenal bibliográfico é mantido nas bibliotecas das escolas. Aparato este que é exaustivamente explorado, no sentido de exigência didática, como recurso de aprendizado e formação de hábito nos estudantes. Os resultados destas estratégias ainda não satisfaziam os planos governamentais e as escolas também rediscutiam com insistência o sucesso destas logísticas.

I SEMINÁRIO INTERNACIONAL DE LÍNGUAS ESTRANGEIRAS.

De 07 a 10 de junho de 2011, os Departamentos de Linguas Estrangeiras e de Línguas Vernáculas, Mestrado em Letras e Grupo de Estudos Linguísticos, Literários e Socioculturais, da Universidade Federal de Rondônia - UNIR realizarão o I SEMINÁRIO INTERNACIONAL DE LÍNGUAS ESTRANGEIRAS E XVI SEMANA DE LETRAS DA UNIR que terão como público alvo acadêmicos, professores e pesquisadores das áreas de Ensino de Línguas, Formação de Professores, Estudos Relativos à Política Linguística, Ensino do Espanhol e do Inglês no Brasil e no Exterior, Estudos Literários de Língua Portuguesa, Inglesa ou Espanhola, Estudos Culturais e Históricos e Estudos Linguísticos.
Mais informaçãoes sobre o evento podem ser obtidas no site http://www.dle.unir.br/ ou por e-mail para letrasunir2011@gmail.com .