sábado, 28 de maio de 2011

LIVRO E INTERAÇÃO.

Está sendo um sucesso imprevisto o lançamento do E-Book Interativo "Como Interpretar Textos?" de Famir Apontes.  Anos de experiência, dinamismo, linguagem acessível e conteúdo instrumental deram a este novo e-book um alto rank de vendas logo nos primeiros dias de lançamento.
Professores, estudantes, profissionais liberais e outros interessados em mecanismos de leitura e interpretação de textos garantiram a aquisição de uma obra simples,  mas de um valor utilitário enorme. 

Em formato digital, o livro proporciona a liberdade de interação com o autor, por meio dos links dispostos em suas páginas finais. Esta foi uma forma de dar ao conteúdo uma credibilidade técnica, uma vez que os leitores podem questionar interativamente o autor.
A idéia de um livro digital interativo foi muito bem aceita pelos leitores deste blog, bem como pelos demais leitores que apreciaram a possibilidade de dirimir suas dúvidas sobre o conteúdo, no tempo que lhe for conveniente, pois a obra não apresenta prazo de validade, e, enquanto perdurarem dúvidas, os instrumentos de interação estarão disponíveis.
Começa, a partir desta obra, a era da leitura aberta e interativista, na qual a obra continuará em construção pelo tempo que o leitor determinar.
Outro fator preponderante para a escolha da interatividade para este e-book, pautou-se na necessidade das atividades nele contidas. Todas as atividades deixaram de apresentar as sugestões de respostas, para que elas sejam discutidas diretamente com o autor, se assim o leitor achar conveniente.
Autor e leitor unidos pela interatividade. A  leitura criando laços entre mundos distantes e ao mesmo tempo tão próximos.
Para participar deste novo universo de leitura, o leitor pode adquirir este e-book clicando: Um novo mundo para leitura.

quinta-feira, 26 de maio de 2011

PAINEL LEITURA IV

Como Japão e Estados Unidos conduzem seus programas de leitura.

Nos últimos painéis de leitura, abordamos algumas questões relativas aos problemas que envolvem o cenário do mundo da leitura. Hoje, pretendemos colocar informações acerca da leitura pelo mundo, especificamente no Japão e Estados Unidos.
As informações colocadas aqui são parte de experiências obtidas em programas de intercâmbio profissional, durante os anos de 1997 a 2005. Certamente, muitos aspectos já devem estar redimensionados. De qualquer forma, estes relatos servem de parâmetros para um entendimento dos paradigmas oficiais de condução da leitura nesses países.

NO JAPÃO.
A educação japonesa é uma das mais sistemáticas do mundo. Centrada em princípios de tradições milenares, a escola é a instituição mais respeitada no âmbito social. Os professores são os profissionais mais bem valorizados, tanto socialmente, como financeiramente, no país.
Por outro lado, a educação no japão é fortemente centralizadora. O órgão responsável pela articulação do sistema mantém absoluto controle sobre todos os aspectos de funcionamento operacional e logístico da educação. Os professores são civil e crimenalmente responsáveis pelos alunos e a escola tem sobre si a incumbência de tornar a ciência  e o desenvolvimento social equitativos.
No japão, a socieadade não está bem enquanto o indivíduo não estiver bem.
O espírito coletivo sobrepõe-se ao individual.
Neste sentido, as escolas planejam e executam atividades com ênfase no coletivo. Os programas de leituras também obedecem a esta diretriz. A leitura, no Japão, é promovida como atividade principal da escola e permeia todas as outras atividades. Os ambientes são totalmente voltados para a prática de leitura. Os estímulos estão por toda parte e intentam mobilizar todas as capacidades cognitivas do estudante. Todas as escolas e em toda a escola, a leitura deve ser propiciada à interação.

O grande êxito do programa de leitura do Japão reside no fato de tornar a escola a agência oficial de fomentação e desenvolvimento da leitura. A sociedade japonesa entende, com clareza, que o conhecimento está armazenado em ideogramas (sistema de escrita japonesa). Além disso, reconhece que o domínio da leitura demanda o trabalho de uma instituição própria para isto, com bases sólidas, condições estruturais, respeitabilidade social e natureza coletiva.
A escola no Japão propõe exclusivamente a este papel. Não cabe a ela assumir responsabilidades de dirimir mazelas sociais ou co-operar programas do âmbito de outras áreas sociais como a segurança pública, ou a assistência social.
O papel do professor é estar voltado com prioridade ao ensino e, na mais remota das hipóteses, assumirá funções afetas à orientação moral, cujo papel é, secularmente da família.
A leitura, neste cenário, não é tratada apenas como uma atividade a mais da escola. Ela é a atividade da escola. Os alunos nutrem a consciência de que a sua responsabilidade incide, em primeiro lugar, na manutenção dos preceitos morais adquiridos com a família e exigidos pela sociedade e, em segundo, que o domínio da leitura é tarefa indiscutível, na sua formação escolar.

ESTADOS UNIDOS   
As informações que ora apresentaremos sobre os Estados Unidos datam de 2005, quando George Bush assumiu o seu segundo mandato. Nesta época os Estados Unidos promoviam uma série de programas para a implantação de uma nova LDB, baseada na política do "No child left behind" (nenhuma criança deixada para trás).
O complexo sistema político dos Estados Unidos deve ser considerado no entendimento do compartilhamento sistêmico da educação norte-americana. Ao mesmo tempo em que existem normas federais, existem normas estaduais com as quais elas devem co-existir. Não uma sobreposta à outra. Mas uma e outra na mesma dimensão administrativa.
Em alguns estados norte-americanos, existe a figura de órgãos como conselhos escolares regionais com a competência até de contratar e demitir professores.
No plano pedagógico, o governo federal exige que haja equidade de resultados entre as escolas, desconsiderando qualquer diferença estrutural, logistica ou regional. As escolas devem responder para a sociedade de forma uníssona.
Mas, naquela época muitos empecilhos impediam que os desejos governamentais se concretizassem. A existência de escolas próprias para migrantes latinos, o gande fluxo migratório, a instabilidade econômica, a miscelânia cultural e as dificuldades sociais invadindo as escolas eram os principais deafios a serem vencidos para a consecução das metas governamentais.
Coloque-se, aí, como um dos problemas pedagógicos o baixo nível de domínio da leitura entre os estudantes estadunidenses.
Uma das estratégia adotadas na época foi a adoção, em alguns estados, da hora da leitura. Consistia em todas as escolas desenvolverem uma hora de leitura no início do turno escolar, em toda a escola e em qualquer disciplina.
Tal como o Japão, os norte-americanos dão à leitura papel de destaque no cenário social e educacional. É comum ver ex-presidentes manterem, às expensas de fundações, bibliotecas em seus estados de origem. Um dos exemplos é o presidente Bill Clinton que mantém uma biblioteca agregada a centro de estudos sociais em Little Rock - Arcansas, seu estado natal.
Esta consciência de aproximação com a leitura direciona a ambientação das salas de aula, laboratórios e outros ambientes escolares, de forma a criar estímulos para os estudantes interagirem com a leitura.
Além disso, um forte arsenal bibliográfico é mantido nas bibliotecas das escolas. Aparato este que é exaustivamente explorado, no sentido de exigência didática, como recurso de aprendizado e formação de hábito nos estudantes. Os resultados destas estratégias ainda não satisfaziam os planos governamentais e as escolas também rediscutiam com insistência o sucesso destas logísticas.

I SEMINÁRIO INTERNACIONAL DE LÍNGUAS ESTRANGEIRAS.

De 07 a 10 de junho de 2011, os Departamentos de Linguas Estrangeiras e de Línguas Vernáculas, Mestrado em Letras e Grupo de Estudos Linguísticos, Literários e Socioculturais, da Universidade Federal de Rondônia - UNIR realizarão o I SEMINÁRIO INTERNACIONAL DE LÍNGUAS ESTRANGEIRAS E XVI SEMANA DE LETRAS DA UNIR que terão como público alvo acadêmicos, professores e pesquisadores das áreas de Ensino de Línguas, Formação de Professores, Estudos Relativos à Política Linguística, Ensino do Espanhol e do Inglês no Brasil e no Exterior, Estudos Literários de Língua Portuguesa, Inglesa ou Espanhola, Estudos Culturais e Históricos e Estudos Linguísticos.
Mais informaçãoes sobre o evento podem ser obtidas no site http://www.dle.unir.br/ ou por e-mail para letrasunir2011@gmail.com .

segunda-feira, 23 de maio de 2011

NOTICIANDO.

O sucesso da coluna Lendo Notícias foi tão grande que resolvemos torná-la semanal. Assim, ficaremos conectados aos acontecimentos que movem o mundo.

Professora Nota Dez
Na semana passada, causou impacto no Brasil o discurso da Professora Amanda Gurgel, na Assembléia Legislativa do Estado do Rio Grande do Norte. O seu desabafo com relação à falta de reconhecimento, respeito e investimento na educação estava há tempo preso na garganta dos milhares de profissionais da educação que engolem diariamente as demagogias  governamentais.
A professora não só demonstrou coragem como rompeu com um pacto de silêncio sínico que enlaçou os educadores no compromisso da profissão. Toda a sociedade brasileira sabe e se ressente da falta de escrúpulos dos governos em querer melhorar a educação na base do colou ou não colou. Espera-se que a partir deste episódio, a classe dos profissionais da educação erga a voz com a propriedade que lhe é nata. Sem desvios ou interlocuções sindicais, sem imiscuidades políticas, sem ideologias fantasiosas, mas com muita competência. Tal como fez a professora Amanda Gurgel.
Se você não conseguiu assistir ao vídeo, acesse: Professora Nota Dez.


"POR UMA VIDA MELHOR"
Continua a celeuma em torno do livro "Por uma vida melhor" que o MEC indicou para a Educação de Jovens e Adultos.
Dois grandes nichos se enfrentam nesta discussão: a imprensa e a academia.
Apesar de ser linguista, não li o livro, não vou opinar. Entretanto, ficou visível os melindres existentes entre estes dois gigantes pescadores de opinião pública. A academia não tolera ser questionada e a imprensa sempre se auto-proclamou dona da verdade.
Percebi que os dois lados agem passionalmente. Defendem suas posições com arraigada desconsideração pela opinião do outro. Aproveitaram-se da situação para travar uma guerra de posições sócio-politicas. Enfim, a questão primordial em jogo: o embate sobre a vaidade de cada uma...

KIT GAY
Não obstante à inoperância do MEC, na esfera que lhe é de competência, agora ele tornou-se fomentador de polêmicas vazias. Como se não bastasse a sua invisibilidade social, o MEC trouxe à tona um material instrutivo sobre sexualidade cujas informações estão desencontradas. Os vídeos do KIT GAY só provocaram polêmicas fúteis e gastos ao erário. Se a intenção é se tornar empático com a causa das minorias e, por tabela, com o povo, melhor o MEC mostrar serviço, retirando o Brasil da 88ª vergonhosa posição que ocupa no rank da educação mundial.
O MEC também deve parar se subestimar o povo brasileiro com  propagações de ações populistas, sem propósitos coerentes com a natureza de existência do Ministério da Educação.

quinta-feira, 19 de maio de 2011

POR QUE AS ESCOLAS NÃO FALAM EM DINHEIRO??

Um dos mistérios seculares da escola é a razão pela qual ela não dá ao dinheiro a mesma visibilidade que lhe é peculiar na sociedade. A escola mantém sobre o dinheiro um manto sacramental, de forma que este assunto se torna inexpressivo diante do universo da sabedoria.
Ocorre que, longe da apatia da escola pelo dinheiro, a sociedade adotou-o como base da construção de suas relações sociais. As crianças se inserem no mundo financeiro mais cedo que no mundo das letras. Elas interagem com o simbolismo monetário antes da alfabetização. Ativam seu cognitivo para a sobrevivência social vinculada diretamente ao dinheiro.
Então, como se pode explicar a ausência de programas de ensino sobre dinheiro nas escolas brasileiras? Alguns fatores cristalizam os esclarecimentos:

1. A IDÉIA DO DINHEIRO VINCULADO À LUTA DA POBREZA CONTRA A RIQUEZA.

No Brasil, as bases discussivas ideológicas dão conta de que há uma luta infinita entre pobres e ricos. Os cidadãos devem ser estigmatizados por classes sociais distintas, assim o reconhecimento da identidade social se fará pelo tanto de mais ou menos dinheiro que a pessoa tiver.
Estas idéias contribuem significativamente para a manutenção da estrutura social capitalista, pois uma vez caracterizada a identidade de um indivíduo, muito se deve fazer de esforço com o objetivo de fazê-lo absorver uma nova identidade de si mesmo. Ou seja, se alguém crer que é pobre, dificilmente mudará esse conceito, ainda que melhore suas condições financeiras.
Outro ponto a ser destacado nesta luta entre pobres e ricos é a vinculação dos valores qualitativos de ser rico e ser pobre. Normalmente, a riqueza está associada, na discussividade social corrente, à pejoratividade do caráter. Ser rico, em um país de maioria pobre, traduz sinonímia de pedantismo, exibicionismo, empáfia. Por outro lado, ser pobre (na concepção popular) carrega consigo um elenco de adjetivos estruturantes do bom caráter. É frequente, no discusso social politicamente correto, atribuir à pobreza valores inatos como humildade, lealdade, solidariedade, etc.
Ainda que, de forma tácita, exista uma consciência popular de que a personalidade do indivíduo não mantém uma correlação indissociável com sua condição financeira, pois existem ricos humildes e pobres soberbos, esta concepção de riqueza e pobreza atinge frontalmente a escola.

2. OS PROFISSIONAIS DE EDUCAÇÃO MANTÊM RELAÇÕES INSTÁVEIS COM DINHEIRO.

Um dos princípios básico do ensino é o exemplo. Falar de dinheiro, para os profissionais da educação, significa mexer em uma das mais dolorosas feridas da educação. Como se pode falar de algo que pouco está presente em sua realidade. A valorização dos profissionais de educação, em termos monetários, é ridícula, e é claro que isto promove um grande constragimento a estes profissionais no exercício de suas atividades, sobretudo para os professores. Se a sociedade elege a riqueza como o sucesso pessoal de um indivíduo, como validar um discurso sobre dinheiro, numa condição financeria questionável. Frequentemente, são ouvidos casos de professores humilhados por alunos que têm salários mais elevados que os seus.
Os estudantes não atribuem valor social aos educadores, de forma geral, pelo fato da situação financeira destes profissionais ficar veementemente exposta. As lutas pelas melhorias salariais são quase que previstas em calendário escolar, acentuando, assim, a vulnerabilidade monetária da classe do magistério.
Se, por conseguinte, os profissionais da educação não representam exemplo de boa relação com o dinheiro, o quê se há de ensinar ao alunado? Como, então, dar credibilidade ao que se ensina, desautorizado pela realidade?

3. TER X SER: FILOSOFAR X CAPITALIZAR.

Outro ponto sensível, nesta discussão sobre o porquê a escola não fala sobre dinheiro, situa-se na natureza social da escola. A instituição escolar é conhecida como catalisadora de conhecimentos. Sua função primordial é salvaguardar o conhecimento como um bem cultural, a fim de que os elos não se quebrem entre as gerações.
Deste ponto de vista, o capital do cidadão é o conhecimento, o qual deve dar ao individuo os meios necessários à sua sobrevivência social digna.
Posto isso, pode-se inferir, então, que muito dos tabus estabelecidos para o não ensino do dinheiro como conteúdo programático derivam desta concepção. Conhecimento é capital intectual. O problema é a transposição do capital intelectual em capital financeiro. A escola esbarra mais uma vez no rol de seus valores. Em todas as eras foram nutridas concepções de que ser é mais importante que ter. 
A filosofia fomenta o mundo do conhecimento como libertador e o conhecimento se estabelece no ser e não no ter. Retroceder a este pensamento seria negar a própria identidade da escola.
Entetanto, a sociedade convive com problemas mais "existenciais", no sentido da sobrevivência do corpo. Comer, vestir, calçar, dependem mais do mundo do ter que do ser. Saber lidar com o dinheiro, para, inclusive adquirir conhecimento, é mais sólido, socialmente falando, que qualquer argumento filosófico contrário.

Por enquanto, ficamos aqui, Continuamos na parte II.

quarta-feira, 18 de maio de 2011

AVISANDO

 Tal como foi postado anteriormente em Lendo Noticias, já se encontra na página LEIURAS, deste blog, texto sobre o livro  de Silvia Parra-dayan "Como Enfrentar a Indisciplina na Escola". 

DescontraRindo

Só para melhorar o dia!





terça-feira, 17 de maio de 2011

LENDO NOTÍCIAS.

Apesar deste blog não ser especializado em notícias, alguns acontecimentos merecem comentários:

O site http://www.dihiit.com.br/ publicou em seu monitoramento de estatísticas que no último domingo os termos mais buscados no motor de busca do Google foram "Mulher do Neymar" e "Como morreu Lacraia". Este é um importante indicativo para conhecer as preferências de leitura dos internautas. Merece ser objeto de dicussões em sala de aula, palestras e outro eventos. Devemos ter clareza dos porquês destes tipos de informações despertarem tanto interesse. Além, é claro, de aproveitar o gancho e explorar os textos relativos a estes assuntos.



O filme "Velozes e furiosos 5" tem causado uma série de opinões contrastantes. De um lado, a galera "teen" rasga elogios e diz que o longa tá "bombando!". Do outro, os professores, críticos e especialistas detonam o filme, afirmando que ele não tem conteúdo, faz apologia à violência e trata o Brasil com uma visão preconceituosa, na qual o tráfico de drogas, o crime e a pobreza figuram como elementos socias estruturantes da cultura brasileira.
Polêmica à vista. Opine você também.

E por falar em violência, a invasão da violência nas escolas tem sido uma constante nos noticiários nacionais. Estranhamente, na contra-mão desta síndrome, quase não se ouve falar do assunto nas rodas dos papos acadêmicos. A moda hoje é abordar o Bullying, que é apenas um dos tipos de violência presentes na escola.
Outros aspectos que envolvem este assunto, como o Burn Up (o bullying dos professores) e a indisciplina escolar estão relegados ao ostracismo.
Pra não dizer que não falei das flores, uma ótima obra de referência sobre o assunto foi escrita por Silvia Parrat-dayan, sob o título "Como Enfrentar a Indisciplina na Escola", um livro muito esclarecedor que serve de referência para quem necessita ter mais aprofundamento sobre estes temas.
Ainda esta semana, na página LEITURAS deste blog, será postado um artigo com comentários e informações mais detalhadas sobre este livro.



Agradecer é sempre necessário. Nossos agradecimentos à professora Lyan Steffens, pela referência elogiosa, em sua palestra, ao texto WWW de mim mesmo, publicado neste blog. Tal referência foi feita em um evento na Austrália, onde o texto foi utilizado. Cabe citar que a versão em inglês foi produzida gentilmente e com muita competência por Denner Zyler, Coordenador de RP/Marketing deste blog. Vamos estender também os agradecimentos ao grupo de professores do Colegio M... na cidade de Guayaramirin - Beni - Bolívia, que premiaram simbolicamente o texto como o texto do mês. Gostamos muito da dica e da brincadeira. Também já estamos providenciando agendamento para atender ao convite de visita feito pelos citados professores. A versão em espanhol foi  criada pela amiga Eva Gonzales.
E para quem quer trabalhar com o texto, ou apenas ter uma cópia dele, acesse a nossa página  de CONTATOS e solicite o arquivo. Você receberá totalmente grátis o arquivo em formato word2003/2007 e a carta de autorização de uso, já que o texto tem direitos autorais.



domingo, 15 de maio de 2011

CAVALEIROS DO ZODÍACO - RESPOSTA AO LEITOR

Para o amigo Paulo Costa Bravo, leitor deste Blog, que se encontra em Denver - Colorado - Estados Unidos, estudando o desenvolvimento de leituras multimidiáticas e quer escrever um artigo sobre a influência dos desenhos animados na formação do imaginário infantil, temos a dizer que reunimos todos os esforços possíveis e pusemos à sua disposição uma Coletânea Digital da série Cavaleiros do Zodíaco, com 114 episódios, em arquivo digital com 12 gigabytes, dublado em português. Infelizmente, não conseguimos um colecionador que dispusesse de coletânea com todos os episódios, como seria ideal. Contudo, o material disponível lhe será útil, com certeza.
Para ter acesso à Coletânea Digital - Cavaleiros do Zodíaco, acesse a página LIVROS DIGITAIS, deste blog, e procure pela figura abaixo:



Fonte: anime.animados.zip.net

Obrigado ao leitor Paulo Costa Bravo, pelo prestígio. E fica a dica para os demais apaixonados pela série Cavaleiros do Zodíaco.
Se você também está necessitando de material para incrementar a produção de seus textos, mande seu pedido pela página CONTATOS. Faremos o possível para atendê-lo.

REFLETINDO SOBRE AMIGOS.

"Eu amo o cão, ele não faz nada por razões políticas"
                                  Will Rogers

Nossos agradecimentos a Fabiana Andrade, Consultora da DOGWALKERBRASIL, na área de cursos de adestramento de cães, treinamentos para profissionais cuidadores de cães, que gentilmente fez a indicação da citação. Os serviços de Fabiana Andrade podem ser encontrados na Plataforma de Ensino à Distância http://www.learncafe.com/

sábado, 14 de maio de 2011

PAINEL LEITURA III

Novas Perspectivas para Abordagens sobre Leitura.
Durante os painéis I e II foram colocadas várias vertentes de suporte às discussões sobre o processo de leitura. Muitas das mazelas foram expostas e o quê mais intrigou os leitores desta seção derivaram das angústias diante de um quadro caótico, com características escatalógicas. Embora o diagnóstico não dê à leitura um lugar confortável no cenário das soluções possíveis, nenhum problema é insolucionável, e muitos não abrem mão de insistir nas tentativas de resgate da valorização da leitura, ou do seu reconhecimento como instrumento lúdico de aprendizagem. As universidades persistem em dar à leitura uma nova roupagem, de forma a tratá-la com o viés da era da cibernética.
Vale registrar, aqui, uma destas experiências, desenvolvidas no esforço conjunto dos Cursos de Letras, Pedagogia e Educação Física da Faculdade Metropolitana de Porto Velho.
Os acadêmicos entendem com bastante clareza a necessidade de dar às novas gerações várias formas de interação com a leitura, para, assim, estabelecer vínculos entre o ato de ler, brincar, aprender e viver.
No evento da Ação Global deste sábado 14.05.11, foram desenvolvidas atividades de leitura em suas várias dimensões: interativa, teatral, auditiva, palatal, tátil, etc. Foram disponibilizados meios para que as crianças, e por osmose, seus pais, convivessem com o mundo das idéias encriptadas em recepientes de diferentes características.
As estórias contadas com a presença "in loco" de suas personagens, deram às crianças um caminho para a descoberta em "touchscreen", pois podiam interagir com as personagens através do toque e da palavra.
A presença da Branca de Neve narrando a sua própria estória e estimulando as crianças a opinarem sobre os acontecimentos de sua vida, mostrou que o livro em si e só, não se consolida como instrumento capaz de vencer a apatia da criança pela leitura.
O mundo das "virtualidades", será vencido pela da interatividade sensorial. As máquinas jamais substituirão o dinamismo humano. Uma criança ouvindo uma máquina narrando uma estória, não desenvolverá o mesmo entusiasmo revelado na interação com personagens vivos.

Da mesma forma, o teatro de fantoches, ainda que milenar, constituiu-se como uma forte ferramenta para atrair a atenção das crianças e mostrar a elas o encanto vivo de ler a história como se ela mesma pudesse se contar para as crianças. De quebra, os adultos engrossaram as fileiras dos encantados pela arte contida na leitura e exposta em forma de teatro.  
Nesta experiência, o lúdico esteve por todos os lados. Não só as crianças se deliciaram com os prazeres do ato de ler.

Mesmo quem estava responsável por proporcionar às crianças o lazer presente na leitura, não deixou de dar para si um momento pessoal para higienizar a mente, desentoxicar as emoções, arredar o pé do estresse, enfim, criar vida a partir da imaginação.
A imaginação é um elemento essencial para a criação da vida.
As acadêmicas, que também estão no processo de redescorberta da leitura como instrumento de produção de prazeres, emoções e imaginações, manipularam bonecos, deram formas a balões, acompanharam jogos, instruíram brincadeiras, e sobretudo, leram com as crianças e para as crianças.

 Sem dúvida que as acadêmicas e os acadêmicos envolvidos nesta atividade deram um passo gigantesco em direção a um novo paradigma conceitual de leitura.
Certamente, teremos profissionais com um olhar voltado para as coisas do presente.

Não quero insinuar que os profissionais da educação e os especialistas em leitura estejam só envolvidos em diagnosticar as trágicas condições de sobrevivência da leitura, diante dos apelos poderosos do marketing da informática, sobretudo da internet. Mas quero que os estudiosos apontem novas perspectivas, distanciadas  da visão apocalíptica que atribue à cirbenética o fim do mundo do livro e da leitura "tradicional". Com elas também se iriam a fantasia, a criação, a literatura e, com certeza, os professores. 
Estas novas perspectivas devem envolver o maior número de abordagens sobre as possíveis soluções para o resgaste do valor social da leitura. Estamos propondo um grande evento no qual possamos nos aquartelar e registrar todas as experiências positivas, com referência à implementação de um novo modelo de ensino de língua materna, especialmente no que concerne aos processos de letramento. Se nossa intenção for maior maior que as nossas possibilidades, então que se dê às universidades, em conjunto com as escolas, uma oportunidade oficial de reconstruir às propostas curriculares, no tocante aos conteúdos vinculados à leitura, interpretação e produção de texto.
Veremos, então, se as universidade estão mesmo produzindo soluções para as mazelas sociais. Pelo menos em algumas instituições, este esforço tem sido intensificado e alguns professores, sempre tendo os estudantes como aliados, criam estes espaços de interação.            
 
Estamos no PAINEL LEITURA III. Hoje, a conversa foi sobre as novas perspectivas para as abordagens conceituais sobre leitura. Aguardo seus posts com comentários, críticas e sugestões. Antecipo que, para o próximo painel, gostaríamos de ter material para publicação. Encaminhe o seu.
Nossos agradecimentos aos acadêmicos, professores e colaboradores da Faculdade Metropolitana de Porto Velho, que gentilmente permitiram a publicação dos registros fotográficos desta atividade.

sexta-feira, 13 de maio de 2011

O sucesso do Painel Leitura.

Em decorrência do sucesso das duas primeiras postagens do Painel Leitura, estamos com uma sobregarga de solicitações para postagens. Assim sendo, solicitamos a todos os leitores que enviem suas mensagens por meio do formulário disponível na página de contato. Assim, o nosso trabalho será mais ágil e as respostas serão remetidas em um menor espaço de tempo.
Pelo sucesso e pelo prestígio, nosso sempre agradecimento.

terça-feira, 10 de maio de 2011

PAINEL LEITURA II

PAINEL DA LEITURA: RETOMANDO A CONVERSA.
No nosso primeiro encontro textual, foi abordada uma série de questões relativas ao um bom desempenho enquanto leitor.
Agora, precisamos também adentrar em outras peculiaridades do processo de ler e entender. Isso mesmo, eu me refiro ao ato como um processo.
A leitura carece, como qualquer aprendizado na vida, de tempo para amadurecimento. Uma pessoa não se torna um bom leitor, só porque foi um hábil escutador de estórias, na idade pueril, ou porque foi exposto a doses cavalescas de  radioatividade livrescas.
Uma pessoa se torna um bom leitor (aqui, estamos nos referindo a todos que operam competências de ler, entender e criar sobre o que leram), quando apresenta amadurecimento para o ato de ler. Quando, para ela, a leitura se constitui no próprio ato de pensar.
Neste ponto, devemos criar uma intersecção entre ler e pensar.
Ler não pode se constituir apenas em ato de reproduzir o pensamento alheio. Deve funcionar como uma peça catalisadora de junção de pensamentos. Ou seja, algo só é realmente lido, quando, para além daquilo que o outro pensou, o leitor constrói o seu pensamento.
Talvez esteja aí desvendada uma das maiores dificuldades do ato de ler. Ler se equivale a pensar. E pensar é mais trabalhoso do que viver. Não é coincidência que as maioria das pessoas optem mais por trabalhos que demandam esforço físico, que pelas carreiras intelectuais.
O intelecto sempre se consolidou como um dos grandes desafios da humanidade e ler é incitar o intelecto ao trabalho.
Por hoje, já pensamos muito. Vamos continuar em outro encontro textual, neste mesmo blog.

sexta-feira, 6 de maio de 2011

PAINEL SOBRE LEITURA E INTERPRETAÇÃO DE TEXTOS.

Neste mês, vamos abrir um grande painel de idéias, com fins de contribuir para a melhoria dos mecansimos de leitura e interpretação de textos. Espero, com isto, poder agregar valor utilitário do blog à vida dos leitores.

O domínio das ferramentas de otimização da leitura e interpretação de textos representam, hoje, um forte aliado ao crescimento pessoal e profissional.
Ler e entender com fluência o que se leu são as tarefas mais requisitadas pelos os que esperam de você demonstração de suas habilidades profissionais.
A leitura, hoje, precisa ser vista com o mesmo olhar evolutivo da nossa era. Não pode mais ser considerada um nicho exclusivo da intelectualidade, sob pena de carregar consigo o pesado fardo do impedimento ao crescimento social, econômico e cultural de um povo.
Afirmar que o povo não lê, também é jargão  vencido pelo tempo. O povo lê sim. Embora a qualidade de entendimento do que lê possa ser largamente questionada.
A era da massificação da informação faz com que o povo seja impelido a ler até o que não quer.
Como não ler os insistentes apelos publicitários das datas comemorativas?
Impossível ficar alheio às noticias do cotidiano, quando a mídia reluta em nos convencer que a maioria destas notícias tem íntima relação com as nossas vidas. Ninguém perguntou ao povo, por exemplo, se a morte de Osama Bin Laden representou uma forte alavancagem à melhoria de vida das famílias brasileiras.
Esta notícia não foi lida pelo povo. Ela foi lida para o povo. A única alternativa que restou foi a releitura dos aspectos sombrios que rodearam este fato.  
Estes e outros exemplos podem ser dados para fundamentar a necessidade de se estruturar melhor os programas oficiais de fomento à leitura. Fica visível que não é o volume de leitura que torna um cidadão um hábil leitor.
Algumas sugestões ajudam a otimizar a leitura e interpretação de textos:
HIGIENIZAR AS INFORMAÇÕES.
O grande volume de informações derivadas das mais variadas fontes constituem um entrave à sua  compreensão.  A incerteza da veracidade das muitas versões pode dar ao leitor a sensação de impotência, quanto ao real parâmetro de interpretação dos fatos.
Assegure-se, então, o quanto puder, de que a versão que você conhece é a mais aproximada das comprovações. Não adianta fomentar versões impregnadas de “sujeiras”. Com certeza, elas impedirão você de entender a mensagem nos seus meandros e na sua subjacência.
ACOMPANHAR-SE COM QUEM SABE.
Normalmente, o leitor é levado a  uma impressão de que conhece tudo que leu. Às vezes, esta impressão impede o leitor de questionar-se sobre o domínio que tem das palavras. Acompanhar-se com quem sabe deve se constituir uma ferramenta de combate a esta impressão.  Tenha como seu acompanhante um DICIONÁRIO.
MANTER-SE ATUALIZADO.
Exercitar a compreensão das coisas demanda ter coisas para compreender. Ficar isolado nas suas idéias torna a interpretação  do que se lê uma via de mão única. Sempre o leitor será levado a crer que ele entendeu e os outros é que não entenderam. Exercitar leva à perfeição. Para melhorar o nível de interpretação do que se lê, o melhor atalho é oportunizar-se ao confronto com os mais variados fatos, com as mais diferentes idéias e com as mais novas informações.
 Estas são as primeiras idéias. Logo, a complementação deste texto será postado.

terça-feira, 3 de maio de 2011

Criando Novidades.

Olá pessoal,
Depois de muitos percalços, acabo de criar e já está disponível o CURSO DE LEITURA E INTERPRETAÇÃO DE TEXTOS, ON LINE !!! Foi um grande desafio vencido. Espero que vocês visitem, gostem, indiquem para os amigos. Caso não gostem, indiquem para os inimigos. Para acessar, basta clicar no link. Aproveitem. Segundo me consta, parece ser o 1º curso deste campo no Brasil.

RINDO PARA REFLETIR, SEMPRE.

Frase de Abril:

"O Michael Jackson foi o único cara que fez sucesso andando para trás."
Sérgio Malandro.