terça-feira, 10 de maio de 2011

PAINEL LEITURA II

PAINEL DA LEITURA: RETOMANDO A CONVERSA.
No nosso primeiro encontro textual, foi abordada uma série de questões relativas ao um bom desempenho enquanto leitor.
Agora, precisamos também adentrar em outras peculiaridades do processo de ler e entender. Isso mesmo, eu me refiro ao ato como um processo.
A leitura carece, como qualquer aprendizado na vida, de tempo para amadurecimento. Uma pessoa não se torna um bom leitor, só porque foi um hábil escutador de estórias, na idade pueril, ou porque foi exposto a doses cavalescas de  radioatividade livrescas.
Uma pessoa se torna um bom leitor (aqui, estamos nos referindo a todos que operam competências de ler, entender e criar sobre o que leram), quando apresenta amadurecimento para o ato de ler. Quando, para ela, a leitura se constitui no próprio ato de pensar.
Neste ponto, devemos criar uma intersecção entre ler e pensar.
Ler não pode se constituir apenas em ato de reproduzir o pensamento alheio. Deve funcionar como uma peça catalisadora de junção de pensamentos. Ou seja, algo só é realmente lido, quando, para além daquilo que o outro pensou, o leitor constrói o seu pensamento.
Talvez esteja aí desvendada uma das maiores dificuldades do ato de ler. Ler se equivale a pensar. E pensar é mais trabalhoso do que viver. Não é coincidência que as maioria das pessoas optem mais por trabalhos que demandam esforço físico, que pelas carreiras intelectuais.
O intelecto sempre se consolidou como um dos grandes desafios da humanidade e ler é incitar o intelecto ao trabalho.
Por hoje, já pensamos muito. Vamos continuar em outro encontro textual, neste mesmo blog.

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