sábado, 14 de maio de 2011

PAINEL LEITURA III

Novas Perspectivas para Abordagens sobre Leitura.
Durante os painéis I e II foram colocadas várias vertentes de suporte às discussões sobre o processo de leitura. Muitas das mazelas foram expostas e o quê mais intrigou os leitores desta seção derivaram das angústias diante de um quadro caótico, com características escatalógicas. Embora o diagnóstico não dê à leitura um lugar confortável no cenário das soluções possíveis, nenhum problema é insolucionável, e muitos não abrem mão de insistir nas tentativas de resgate da valorização da leitura, ou do seu reconhecimento como instrumento lúdico de aprendizagem. As universidades persistem em dar à leitura uma nova roupagem, de forma a tratá-la com o viés da era da cibernética.
Vale registrar, aqui, uma destas experiências, desenvolvidas no esforço conjunto dos Cursos de Letras, Pedagogia e Educação Física da Faculdade Metropolitana de Porto Velho.
Os acadêmicos entendem com bastante clareza a necessidade de dar às novas gerações várias formas de interação com a leitura, para, assim, estabelecer vínculos entre o ato de ler, brincar, aprender e viver.
No evento da Ação Global deste sábado 14.05.11, foram desenvolvidas atividades de leitura em suas várias dimensões: interativa, teatral, auditiva, palatal, tátil, etc. Foram disponibilizados meios para que as crianças, e por osmose, seus pais, convivessem com o mundo das idéias encriptadas em recepientes de diferentes características.
As estórias contadas com a presença "in loco" de suas personagens, deram às crianças um caminho para a descoberta em "touchscreen", pois podiam interagir com as personagens através do toque e da palavra.
A presença da Branca de Neve narrando a sua própria estória e estimulando as crianças a opinarem sobre os acontecimentos de sua vida, mostrou que o livro em si e só, não se consolida como instrumento capaz de vencer a apatia da criança pela leitura.
O mundo das "virtualidades", será vencido pela da interatividade sensorial. As máquinas jamais substituirão o dinamismo humano. Uma criança ouvindo uma máquina narrando uma estória, não desenvolverá o mesmo entusiasmo revelado na interação com personagens vivos.

Da mesma forma, o teatro de fantoches, ainda que milenar, constituiu-se como uma forte ferramenta para atrair a atenção das crianças e mostrar a elas o encanto vivo de ler a história como se ela mesma pudesse se contar para as crianças. De quebra, os adultos engrossaram as fileiras dos encantados pela arte contida na leitura e exposta em forma de teatro.  
Nesta experiência, o lúdico esteve por todos os lados. Não só as crianças se deliciaram com os prazeres do ato de ler.

Mesmo quem estava responsável por proporcionar às crianças o lazer presente na leitura, não deixou de dar para si um momento pessoal para higienizar a mente, desentoxicar as emoções, arredar o pé do estresse, enfim, criar vida a partir da imaginação.
A imaginação é um elemento essencial para a criação da vida.
As acadêmicas, que também estão no processo de redescorberta da leitura como instrumento de produção de prazeres, emoções e imaginações, manipularam bonecos, deram formas a balões, acompanharam jogos, instruíram brincadeiras, e sobretudo, leram com as crianças e para as crianças.

 Sem dúvida que as acadêmicas e os acadêmicos envolvidos nesta atividade deram um passo gigantesco em direção a um novo paradigma conceitual de leitura.
Certamente, teremos profissionais com um olhar voltado para as coisas do presente.

Não quero insinuar que os profissionais da educação e os especialistas em leitura estejam só envolvidos em diagnosticar as trágicas condições de sobrevivência da leitura, diante dos apelos poderosos do marketing da informática, sobretudo da internet. Mas quero que os estudiosos apontem novas perspectivas, distanciadas  da visão apocalíptica que atribue à cirbenética o fim do mundo do livro e da leitura "tradicional". Com elas também se iriam a fantasia, a criação, a literatura e, com certeza, os professores. 
Estas novas perspectivas devem envolver o maior número de abordagens sobre as possíveis soluções para o resgaste do valor social da leitura. Estamos propondo um grande evento no qual possamos nos aquartelar e registrar todas as experiências positivas, com referência à implementação de um novo modelo de ensino de língua materna, especialmente no que concerne aos processos de letramento. Se nossa intenção for maior maior que as nossas possibilidades, então que se dê às universidades, em conjunto com as escolas, uma oportunidade oficial de reconstruir às propostas curriculares, no tocante aos conteúdos vinculados à leitura, interpretação e produção de texto.
Veremos, então, se as universidade estão mesmo produzindo soluções para as mazelas sociais. Pelo menos em algumas instituições, este esforço tem sido intensificado e alguns professores, sempre tendo os estudantes como aliados, criam estes espaços de interação.            
 
Estamos no PAINEL LEITURA III. Hoje, a conversa foi sobre as novas perspectivas para as abordagens conceituais sobre leitura. Aguardo seus posts com comentários, críticas e sugestões. Antecipo que, para o próximo painel, gostaríamos de ter material para publicação. Encaminhe o seu.
Nossos agradecimentos aos acadêmicos, professores e colaboradores da Faculdade Metropolitana de Porto Velho, que gentilmente permitiram a publicação dos registros fotográficos desta atividade.

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